O Debate que Clair Obscur Trouxe à Tona: Personagens Devem Ser Premiados, Não Apenas as Performances!
O sucesso estrondoso de Clair Obscur: Expedition 33 no The Game Awards 2025 fez muito mais do que apenas acumular estatuetas – ele reacendeu uma discussão crucial dentro da indústria de games. Enquanto o jogo levava nove prêmios para casa, uma pergunta importante ecoava nos corredores: as premiações estão reconhecendo os talentos por trás dos personagens da maneira correta?
No centro deste debate está Gustave, o carismático protagonista do jogo, cuja criação envolveu uma colaboração especial entre dois talentos: Charlie Cox (voz) e Maxence Cazorla (captura de movimento). A situação expõe uma realidade da indústria que muitos jogadores nem imaginam.
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A Dupla Por Trás de Gustave: Uma Colaboração Invisível
Durante o The Game Awards 2025, Charlie Cox – conhecido mundialmente por interpretar o Demolidor – recebeu uma indicação na categoria Melhor Performance por seu trabalho vocal como Gustave. No entanto, Maxence Cazorla, o ator francês responsável por toda a performance física do personagem através de captura de movimento, não recebeu o mesmo reconhecimento oficial.
Esta disparidade não passou despercebida. Em novembro, Cox já havia demonstrado uma humildade admirável ao declarar publicamente:
“A performance do personagem se deve a ele, e minha voz foi apenas parte desse processo.”

A Resposta de Cazorla: Gratidão e Reflexão
Em entrevista recente, Cazorla expressou seu apreço pela atitude do colega:
“Foi uma honra incrível para mim que Charlie falasse publicamente e reconhecesse meu trabalho. Fui profundamente tocado por sua humildade e generosidade.”
O ator francês explicou o processo colaborativo:
“No final, é realmente a combinação dessas duas performances, junto com o incrível trabalho de escrita e desenvolvimento, que deu vida ao personagem.”
O Problema: Como Premiar uma Criação Coletiva?
Quando questionado sobre a possibilidade de uma categoria específica para captura de movimento, Cazorla apresentou uma visão realista:
“Quando se trata de uma potencial categoria de captura de movimento, acho que é um assunto delicado, porque cada jogo é construído de maneira diferente.”
Ele exemplificou com Clair Obscur:
“Muitos personagens são criados através da colaboração entre dois atores. Por exemplo, Maelle com Charlotte Hoepffner e Jennifer English, Lune com Estelle Darnault e Kirsty Rider, Verso com Ben Starr e eu mesmo”

A Variedade de Processos na Indústria
- Jogos como Clair Obscur: Colaboração entre atores de voz e performance física
- Outros projetos: Um único ator fazendo captura completa
- Casos complexos: Envolvem dubladores, performers de mocap e dublês
A Solução Proposta: Premiar o Personagem, Não o Performer
Cazorla apontou para uma solução já em prática:
“Isso é algo que o DICE Awards já faz, e acho que é uma abordagem muito inteligente. Se você recompensa Gustave como personagem e seu impacto nos jogadores, você reconhece Charlie Cox pela voz, eu pela captura de movimento, mas também os roteiristas que moldaram sua personalidade, os artistas de personagem e todos que contribuíram para dar vida a ele.”
A Natureza Colaborativa dos Games
O ator defendeu uma visão mais abrangente:
“Videogames são, por natureza, uma forma de arte colaborativa, e os personagens ressoam porque muitos artistas lhes dão alma. Celebrar uma categoria de Melhor Personagem me parece mais lógico do que isolar um único performer e potencialmente deixar outros invisíveis.”
O Impacto no The Game Awards e Além
O jogo serviu como exemplo perfeito desta complexidade:
- 9 prêmios no TGA 2025
- 13 indicações históricas
- Personagens criados por duplas de atores
- Reconhecimento desigual entre os colaboradores
Uma Mudança Necessária?
O debate levantado por Cazorla questiona se premiações como o The Game Awards precisam evoluir para refletir melhor a realidade da produção de games. Enquanto categorias como Melhor Performance focam em indivíduos, a criação de personagens é invariavelmente um esforço coletivo.
A Visão da Indústria: Diversidade de Opiniões
Defensores da Mudança
- Reconhece a natureza colaborativa dos games
- Valoriza todos os contribuidores igualmente
- Reflete melhor o processo criativo real
Argumentos pela Manutenção
- Categorias tradicionais já estabelecidas
- Dificuldade em definir critérios para “Melhor Personagem”
- Logística complexa para premiações
Um Debate que Veio para Ficar
A discussão iniciada por Maxence Cazorla e exemplificada por Clair Obscur: Expedition 33 não é apenas sobre prêmios – é sobre reconhecimento, valorização e justiça em uma indústria que cresce cada vez mais complexa.
Enquanto jogadores, devemos nos perguntar: quando amamos um personagem, estamos amando apenas a voz que ouvimos ou a soma de todas as artes que o criaram?
E você, o que acha? As premiações deveriam criar uma categoria de Melhor Personagem para reconhecer toda a equipe por trás dessas criações memoráveis? Deixe sua opinião nos comentários!
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